Fauna

Peixe-mão-pintado: um peixe que anda e está criticamente ameaçado de extinção

peixe-mão-pintado, peixe-mão-manchado ou peixe-mão-malhado (Brachionichthys hirsutus) é um ser peculiar das águas profundas. Ele tem este nome porque, de fato parece ser, um peixe que anda com as mãos.

Atualmente, existem menos de 3 mil peixes-mão-pintados na natureza. Muitos biólogos e fotógrafos viajam o mundo para tentar encontrá-los e vê-los de perto.

Foi o caso do fotógrafo francês, Nicolas Remy, que viajou para a Tasmânia, em busca do ‘peixe que anda’ nas profundezas escuras e geladas do rio Derwent.

O peixe que anda

O peixe-mão-pintado se move usando barbatanas peitorais que parecem mãos. Por isso, dá a impressão de que ele está caminhando.

Sua coloração creme e manchas marrom-escuras ou alaranjadas se misturam com o fundo arenoso, tornando-os difíceis de detectar e ainda mais difíceis de fotografar (além do fato de que a espécie está criticamente ameaçada de extinção).

Segundo Remy, foi difícil pegar o click certo do peixe-mão-pintado. Foram três dias consecutivos em águas de aproximadamente 11 graus de temperatura, um total de 9 horas fotografando dentro do rio.

Depois de muito estudo e técnica, finalmente o fotógrafo conseguiu um close do peixe carismático, com suas “mãos” à vista.

Fotografia premiada

A fotografia de Nicolas Remy conquistou o primeiro lugar na categoria de água fria do concurso Underwater Photography Guide’s Ocean Art 2022.

Sabendo que a situação do peixe-mão-pintada é urgente, a fotografia é um meio muito importante de alerta e uma forma de conscientização para evitar novas extinções e ajudar os peixes-mão a continuarem existindo.

Mark Strickland, fotógrafo e juiz do concurso fotográfico Ocean Art 2022 explica:

“Ao capturar e compartilhar belas imagens de espécies raramente vistas, os fotógrafos subaquáticos podem desempenhar um papel descomunal ao criar consciência e preocupação entre as pessoas que, de outra forma, poderiam não estar cientes da situação enfrentada por essas espécies e do frágil habitats onde residem”.

Fontes: greenme

Lara Meneguelli

Técnica em Meio Ambiente pelo IFRJ - campus Arraial do Cabo e estudante da cultura popular brasileira em Capoeira Angola Resiste.

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